Séries: Call the Midwife (Chame a parteira)

Sem título

Adoooooro seriados baseados em fatos reais, livros ou, ainda, seriados britânicos. Amei conhecer Call the Midwife porque simplesmente tem a junção dos três. O seriado é baseado nas memórias de Jennifer Worth, uma enfermeira e parteira que trabalhava apaixonadamente desde os 22 anos, na década de 50 e morava com um grupo de feiras e outras enfermeiras, no East End de Londres.

Quando indico essa série, tomo o cuidado de esclarecer que não é um documentário, porque você junta mulheres, enfermagem, gravidez, saúde pública precária, pós 2ª guerra mundial, dentre muitas outras nuances, mistura tudo e praticamente imagina um documentário chato, com mais de 1h de duração, com idosos falando sobre coisas que a ciência já aperfeiçoou.

Completamente errado, queridos navegantes. Na verdade, o seriado não é tão detalhista na área médica, como HOUSE, porque ele foca mais na humanização de cada pessoa. As enfermeiras ajudam nos partos em condições precárias, mas também pessoas com problemas mentais, ex soldados de guerra, a crise da mãe solteira, Câncer. Assistimos aos conflitos com dramas de todos os calibres: Uma ex-freira que vai se casar, mas tem vergonha de ter abandonado a igreja, uma família que divide as atenções da primeira gestação com os traumas causados pela Guerra da Coréia, uma grávida com Síndrome de Down, sequestro e troca de recém nascidos.

Quando falo dos seriados por aqui, tento fazê-lo quando já terminei toda e qualquer temporada disponível. Contudo, comecei a escrever esse post na metade da 3ª temporada (o lindão do netflix tem 5 temporadas) com lágrimas nos olhos, coragem no coração e um desejo sincero de mostrar alguns motivos pelos quais vale a pena dar chance a esta série:

1. Descobrindo onde você se meteu: O seriado começa com a seguinte citação de Jennifer Worth: tumblr_o3ovcor4iC1v3oeyko1_500 (1)“Devo estar louca. Poderia ter sido aeromoça, modelo. Poderia ter me mudado para Paris ou sido pianista. Poderia ter visto o mundo, sido corajosa, escutado meu coração. Mas não, esquivei do amor e fui embora para o East End de Londres, porque pensei que seria mais fácil. A loucura era a única explicação.”

Jenny é recém licenciada como enfermeira e parteira e tem os primeiros momentos de crua realidade das decisões que tomou. Ainda no colégio passamos por esses dilemas sobre o que fazer da vida. Nos enchemos de expectativas e esperanças, mas sempre teremos aquele momento de “onde eu estava com a cabeça quando decidi seguir por esse caminho? Momentos bons ou ruins sempre teremos, mas o importante é descobrir paixão no que se faz ou é melhor tentar outra coisa.

2. Colocando os pingos nos is: A protagonista, Jenny, não sabia que trabalharia no convento, o que a deixou insegura, por não ter muito contato com sua fé. Mas logo ficou claro que ali era uma profissional e que seus julgamentos não deveriam interferir no seu propósito, porque seus pacientes deveriam sempre estar em primeiro lugar. Sua então chefe, a freira que administra o convento e a clínica, deixou bem claro da seguinte forma: “Suas crenças são assuntos seus. Nós usamos hábito, a senhora usa uniforme, mas todas somos enfermeiras e, acima de tudo, parteiras”.

Extremamente oportuno, porque ao longo da série, alguns dos pacientes tem problemas comuns como prostituição, contato com drogas, adultério, problemas mentais, variados tipos de discriminação, homossexualidade e vários outros temas que, se já são considerados tabus hoje em dia, imagina na década de 50, época que o seriado começa. E através da dedicação e amor pelo trabalho, cuidado com o próximo e bons exemplos, as parteiras foram criando laços e gerando confiança em seus pacientes, o que facilitava o trabalho e ajudava uma alma angustiada.

3. Aprendendo a viver dia sim, dia sempre.. 

Esse é o conceito básico sobre a vida: encontrar o amor em tudo. Não esse amor meloso e dramático (aliás, esse também, senão o que seria das novelas mexicanas sem eles e de mim sem Usurpadora), mas encontrar o motivo para levantar da cama de manhã. O amor passa, então, a ser parâmetro, a medida que o conhecemos. Para termos motivos de alegria ou para percebermos quando as coisas não estão indo bem.

O primeiro episódio termina com a citação da dona de todas essas memorias, uma dedicatória a sua vida e um ensinamento que vou deixando por aqui: “Tinha começado a ver o que podia conseguir o amor. O amor trazia vida ao mundo e fazia ajoelhar as mulheres. O amor tinha o poder de partir corações e de salvar. O amor era como a obstetrícia. A essência da vida. E eu estava aprendendo a voar com ele. Através das ruas, como o rio no mar.”

 E esta é Jennifer Worth, a dona das memórias que deu início a essa série maravilhosa:

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E o trailer no orignal, mas o netflix tem legenda, nem se preocupe.

Espero que gostem e comentem por aqui.

Beijo no coração. 

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