Em palavras: Dançando na praia…

Tem músicas que embalam os episódios de nossas vidas, mesmo os mais silenciosos. Trilhas que ficam guardadas em nossas memórias, trilhas que compartilham vidas partilhadas. Cada um tem, dentro sim, sons que, mesmo não considerados pela maioria, compõe uma música. Então, abra a janela de sua alma e visualize o sonho que tive numa bela manhã de sábado. Compartilhe esse cenário comigo:

Feche os olhos e imagine um belo pôr do sol, onde o alaranjado dos últimos raios de sol encontram o azul sereno do mar. O cheiro da água salgada misturado ao perfume daquele que sempre está ao seu lado. O som das conversas das gaivotas que passeiam diante do sol, unem-se ao carinho que o mar faz nas rochas, diante de vocês. Conversas diárias que existem a mais tempo do que se possa imaginar, tornando tudo um segredo compartilhado entre cada um desses personagens e, apenas nesse instante, entre vocês. A natureza e todo seu enredo permitiu que vocês fizessem parte desse conluio de serenidade e mistério.

Então, já não conseguindo se conter diante de tanta beleza, vocês, sentados, levantam-se e passam a fazer parte daquele momento eternizado. E cada mexida de pés na areia acompanham o compasso do mar batendo na encosta, cada levantar de braços tem plena sintonia com o bater de asas da gaivota que se aproxima para assisti-los. Lado a lado, vocês se aprimoram como os raios do sol, paralelos, uniformes, harmônicos. Corpos conectados e embalados pela maresia. Os sorrisos dados se assemelham ao contorno da lua crescente que, convidada pelo sol, dois marcadores de tempo, olhando para vocês e diante daquela cena tão perfeita, sentem-se cativados e entorpecidos.

E todos os seres que já estavam ali desde sempre, encantados com a dança tão simples e verdadeira, juntam-se a vocês. E ali, vocês são apenas e totalmente vocês, todos são profundamente um. E ali, tudo se fez segredo dentro de si, tudo se fez segredo, somente.

Então meio sonolenta, olhos pesados, encantada pelo sonho que tive, observo os raios adentrando meu quarto. Sinto o íntimo cheiro da maresia. Encontro alguns grãos de areia deitados ao meu lado. Olho para o céu e vejo o sol ao lado do contorno da lua, ainda visível. Então, logo depois de pensar em vocês e desejar-lhes bom dia, uma gaivota familiar desliza para dentro do meu quarto com um bilhete no bico que dizia:

– Estamos felizes.

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