Filmes: Projeto Hitchcock #1

   Minha intenção não é encher esse blog de listas, mas oi!!! Eu sou a garota das listas, entonce.. Tentando assistir toda a obra prima de um dos cineastas que eu mais gosto, eis aqui o início da lista que preparei dos filmes de Alfred Hitchcock… Iêeeee!!! Não será por ordem cronológica de exibição porque, neh?! Difícil manter esse percurso, maaaas vamos para as vias, de fato!!!

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   O que é inicialmente interessante saber sobre a vida dessa pessoa tão criativa e genial, é que ele casou-se com 27 anos, casamento esse que durou sua vida inteira; dirigiu alguns dos melhores filmes de mistério e assassinato da história do cinema (alguns viraram clássicos e até hoje servem de referência para estudiosos e admiradores); com apenas 20 anos conseguiu seu primeiro emprego na área cinematográfica e, a partir daí, todo seu lado profissional foi ligado à Sétima Arte. Costumava aparecer em seus filmes, foi indicado ao Oscar cinco vezes por melhor diretor, mas não levou o prêmio. No clássico Psicose mostrou pela primeira vez nas telonas um vaso sanitário, que era proibido na época. Costumava chamar os atores de “gado”, mas mesmo assim era respeitado por todos. E, particularmente, uma frase dele eu acho justa: “Acho que todo mundo gosta de um bom assassinato, desde que não seja a vítima”. Como eu concordo totalmente, vamos para os filmes:

O CORPO QUE CAI (1958) 

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   Era uma vez um detetive chamado John “Scottie” Ferguson, que por sofrer de vertigem e medo de altura, foi obrigado a se aposentar quando não conseguiu impedir a queda do alto de um telhado e consequente morte de um policial. (O nome oriinal do filme é VERTIGO)

 Um antigo amigo da faculdade, Gavin Elster, pede para que Scottie siga a esposa dele, Madeleine, por achar que ela está possuída por um espírito. Scottie, relutantemente, segue Madeleine que vai a vários locais, inclusive uma sepultura de uma mulher chamada Carlota Valdes e num museu de arte onde está o retrato da falecida, que se assemelha a ela e que havia se suicidado. Para ficar ainda mais interessante, Carlotta (o suposto espírito), era a avó de Madeleine, apesar desta não se lembrar. Continuando a seguir a mulher, Scottie acaba salvando-a de um afogamento na Baía de San Francisco, numa aparente tentativa de suicídio.um-corpo-que-cai

   Scottie acaba se apaixonando por Madeleine, mas novamente sua doença não consegue impedir que ocorra uma tragédia com a mulher. Scottie fica muito afetado com o ocorrido e se interna num sanatório, quase catatônico e sofrendo de depressão. Ao se recuperar, Scottie avista na rua uma mulher parecida com Madeleine, mas vestida com roupas mais vulgares. Ela se identifica como Judy Barton, mas Scottie fica obcecado por Judy e insiste que ela mude de roupas e penteado para ficar parecida com Madeleine. A mulher aceita por estar apaixonada por ele, mas lhe esconde um segredo.

   Particularmente, gostei muito do filme, a montagem, a fotografia do filme e James Stwart mais uma vez com caras e bocas excepcionais e a história em si me prendeu até o final e a última cena me fez dar um pulo, tapar a boca com a mão e ficar uns 10minutos nessa posição tipo “Comoooo asssssssim?!” Enfim, recomendo com estrelinhas.. Deem um olhada no trailer.

JANELA INDISCRETA (1954) 

   Em Greenwic20130409h Village, Nova York, L.B. Jeffries (olha o James Stewart novamenteeee ♥), um fotógrafo profissional, está confinado em seu apartamento por ter quebrado a perna enquanto trabalhava. Como não tem muitas opções de lazer, vasculha a vida dos seus vizinhos com uma lente tele-objetiva, quando vê alguns acontecimentos que o fazem suspeitar que um homem matou sua mulher e escondeu o corpo. Com a ajuda de sua noiva Lisa (Kim Novak), Jeff vai tentar provar que está certo.

   Do começo ao fim, esses filmes dão o inicio gostoso de gastrite (não sou muito normal), quando toca aquelas musiquinhas de suspense e vou me agarrando na cadeira, parando de respirar aos poucos (porque vai que um barulhinho meu acabe chamando a atenção do suposto assassino, neh? Nunca se sabe).

   Interessante também os detalhes de cada apartamento, o cuidado em demonstrar cada vida e perceber que elas não são tão diferentes das nossas, o que me faz lembrar um pouco o livro O cortiço, de Aluízio Azevedo.

REBECCA, A MULHER INESQUECÍVEL (1940)

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   Aqui não tem nada de romântico, não vá perder a oportunidade de deixar de assistir um filmaço por um simples mal entendido. O filme começa com uma narração de uma mulher falando as primeiras linhas do romance: “A noite passada sonhei que voltava à Manderley novamente“, enquanto são mostradas imagens de uma mansão em ruínas. Joan Fontaine interpreta uma jovem (o nome nunca é revelado no decorrer do filme) que trabalha como dama de companhia para a esnobe dama da alta sociedade Edythe Van Hopper. Em Monte Carlo, a jovem conhece o viúvo Maximilian “Maxim” de Winter (Laurence Olivier), e eles se apaixonam. Dentro de semanas, decidem se casar.

   Maxim leva sua nova esposa para Manderley, sua casa de campo em Cornwall, Inglaterra. No entanto, a jovem começa a se sentir uma estranha dentro da velha mansão, pois há relutância principalmente por parte da governanta, a Sra. Danverimages (1)s (Judith Anderson), em aceitar a jovem como a nova dona da casa. A governanta ainda vive obcecada com a beleza e sofisticação de Rebecca, a falecida primeira esposa de Maxim, e preserva o antigo quarto desta como um santuário. O primo de Rebecca, Jack Favell (que na verdade era um de seus amantes), ocasionalmente aparece na casa quando Maxim está ausente, e conhece a Sra. Danvers muito bem, chamando-a intimamente (da mesma forma como Rebecca a chamava), pelo nome “Danny”. 

   A nova Sra. de Winter se sente intimidada pela Sra. Danvers e pela responsabilidade de ser a nova castelã de Manderley. Como resultado, ela começa a duvidar de seu relacionamento com o marido. E a presença contínua de Rebecca na casa começa a asso6a00d83467174c53ef0120a910d5bd970bmbrá-la. Tudo isso acaba virando uma espécie de tortura psicológica para a jovem. Mas o filme dá uma reviravolta, e quando a jovem começa a descobrir segredos surpreendentes a respeito do passado de Rebecca, bem como o fato de o seu marido nunca ter amado a falecida, e sim odiado-a, a trama dá início a momentos de tensão e suspense que você simplesmente não tem ideia de como será a próxima cena. É um jogo psicológico total que te faz desejar saber o final do filme e ao mesmo tempo nem pensar em querer perder as cenas porque, apesar de tudo ir se encaixando, não da para descobrir o final assim tão facilmente. Eu gostei demais. Gostei tanto que já estou deixando aqui o filme legendado completo! Eficiência!!!  hahahahaahahha

 

Suspense é comigo mesmo. Espero que tenham gostado..

Beijo no coração. 

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